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Mensagens

Os Sem-Abrigo: Antes de serem sem abrigo, são pessoas.

Os Sem-Abrigo: Antes de serem sem abrigo, são pessoas. A AMI define um sem abrigo toda a pessoa que não que não possui residência fixa, pernoita na rua, carros e prédios abandonados, estações de metro e de comboio e contentores. O meio em que vive um sem-abrigo é hostil com privação de relações de afecto e ameaças constantes à integridade física e psicológica. A tónica da sobrevivência absorve toda a atenção e rotina do individuo. Deixo-vos um excerto baseado na tese de mestrado de Ana Ferreira Martins: "Mulheres Sem Abrigo na Cidade de Lisboa" - Fevereiro de 2007 “Todos os seres humanos têm direitos e deveres. Encarar o fenómeno dos sem-abrigo como "coitados dos pobrezinhos" não ajuda ninguém a sair do ciclo reprodutivo da pobreza, "Filho(a) de sem abrigo será sem abrigo". A visão paternalista, de cima para baixo, de lidar com as questões da pobreza não promove a eliminação da mesma. A igualdade de oportunidades para todo(a)s exige o exerc...

Facebook

Facebook: Dr. Jekyll e Mr. Hyde??? É no mínimo irónico que o Facebook que tem como missão “ajudar a conectar-se e a partilhar com as pessoas da sua vida”, seja causa de sentimentos fortes como inveja, solidão, frustração e angustia. Quem o diz é um estudo alemão, que envolveu 600 pessoas, e concluiu Facebook nos pode fazer sentir mesmo muito mal. Consta que ao vermos fotografias das férias dos nossos “amigos” somos assolados por sentimentos de inveja, e ficamos frustrados quando os nossos “amigos” obtêm mais “likes” do que nós… Se encararmos o Facebook como uma comunidade, seja ela virtual ou não, são pessoas que a constituem, e os sentimentos de frustração, inveja e solidão, são inerentes ao ser-se humano, seja em que contexto for. Será que pensaram que o Facebook pelo seu caracter virtual, ia transformar o nosso mundo num paraíso? Encarando o lado positivo do Facebook, pensemos na comunidade idosa, nas populações isoladas geograficamente e na populações com doenças ou difi...

Infidelidade

Infidelidade! Homens são mesmo de Marte e as mulheres de Vénus??? Se na sua opinião os homens dão mais importância ao envolvimento sexual numa relação e as mulheres ao envolvimento emocional ….então se calhar o senso comum não está assim tão longe da verdade. Um estudo acerca das opiniões masculinas e femininas sobre a problemática da infidelidade, mostrou que os homens ficavam mais perturbados com a ideia das mulheres serem infiéis quando o envolvimento incluía a intimidade sexual, e as mulheres ficavam mais perturbadas quando os homens se envolviam emocionalmente com outra mulher….. Adicionalmente, os homens mais facilmente acreditavam que as mulheres têm maior probabilidade de ter relações sexuais quando estão apaixonadas, mas as mulheres acreditam que os homens têm a mesma probabilidade de terem relações sexuais quer estejam ou não apaixonados… . Surpreendido/a? Qual a sua opinião? Quais serão as causas destas diferenças ? Um Abraço Susanne M. França ...

Chucha

Uma situação caricata aconteceu hoje na minha rotina matinal….Qual não é o meu espanto quando ouço os soluços desesperados do meu filho, e me deparo com ele sentado na sanita lavado em lágrimas… Entre os soluços sonoros, lá consegui percebe r que a famosa amiga chucha tinha caído dentro da sanita…e estava num estado irreconhecível. Isto para um adulto pode parecer básico e pratico! Deita-se a chucha no lixo e pronto! E convencer a criança de que isto tem que ser feito? Pois… tivemos que negociar de tal modo a questão da chucha que logo de manhã tive que assistir a uma cerimonia "fúnebre" da chucha, liderada pelo meu filho. Fiquei a pensar nisto, e, realmente por muito ridículo que a história soe, num mundo de uma criança deitar no lixo a sua chucha, deve ser uma perda dolorosa que merece ser respeitada e assinalada. E no nosso universo adulto? Quantas perdas sofremos, sem sequer reconhecermos o seu impacto na nossa vida e comportamento? Muita coisa na vida tem valor simbóli...

Para Onde Foi o Amor? – Relacionamentos Virtuais

Para Onde Foi o Amor? – Relacionamentos Virtuais O consumismo e o avanço das tecnologias caracterizam e marcam a sociedade contemporânea. Os relacionamentos online ganham destaque e tornaram-se uma realidade comum e rotineira no nosso dia-a-dia. Será que os relacionamentos adoptaram as características típicas do resto da nossa vida: desejo de satisfação rápida das nossas necessidades; dificuldade de lidar com a frustração; individualismo, etc? E os relacionamentos? Será que perdemos a naturalidade e o mistério associado a conhecer uma pessoa? Será que os relacionamentos online são pautados pelo que as pessoas aparentam e “escolhem” ser e não pelo que são? Será que podemos afirmar que conhecemos realmente a pessoa com quem nos relacionamos? Será que o ecrã serve de escudo e nos permite protecção? Será... Há autores que defendem que os relacionamentos ciber perderam a magia e tornaram as relações humanas descartáveis e pautadas pela quantidade e não pela qualidad...

Luto da morte de um animal de estimação!

Luto da morte de um animal de estimação! " O que torna comovedora a dedicação do cão, é que ele a manifesta apenas com provas." Condessa Diane Fala-se muito no luto por morte de um ente querido, mas pouco se tem falado do luto pela morte de um animal de estimação. Existem pessoas que ainda acham ridículo alguém ficar totalmente devastado quando tem que decidir a eutanásia de um animal e lidar com a perda da sua presença e companhia. Lembro-me quando eu era mais nova e me morreu um cachorro lindo e meigo, e eu fiquei de tal modo que nem consegui ir trabalhar, alguém olhou para mim e me disse “mas era só um cão….” Um cão fica ao nosso lado quando ficamos em casa doentes e não larga os pés da nossa cama….um cão salta de alegria quando chegamos a casa do trabalho…um cão enrosca-se no nosso colo quando vemos televisão…um cão é, e será sempre o amigo mais fiel e incondicional que um ser humano pode ter. Sentirmos a perda quando esse cão nos deixa depois d...

Rat Race

Rat Race “O estudo, que em Portugal decorreu entre 16 e 29 de Novembro e envolveu 500 pessoas, com idades entre 25 e 65 anos, revela também que sete em cada 10 portugueses (74%) afirmam não ter tempo para fazerem aquilo que mais gostariam” Agência Lusa, 20 Dezembro, 2010 Conhece a expressão rat race ? Aquela luta constante, inútil e desgastante que parece caracterizar a vida quotidiana das sociedades modernas. A expressão rat race é inspirada na imagem, um pouco desanimadora, dos ratinhos de laboratório nas suas gaiolas a correr desalmadamente nas suas rodas. Correr tanto para quê se não saem do mesmo lugar? Correr tanto porquê? Nunca se sentiu um pouco como os ratinhos de laboratório? Acabamos por aderir à correria do rat race porque temos que pagar as contas no fim do mês, a mensalidade do ginásio (que frequentámos duas vezes no ultimo ano), levar a filha à natação, aulas de viola e ballet, levar o filho ao Karaté, ir ao supermercado…….. Já se está a s...

Alma nunca “pensa” sem uma imagem mental” – Será que Aristóteles tinha razão?

De acordo com o psicólogo e investigador Steven Pinker, as nossas vivências são representadas nas nossas mentes em forma de imagens mentais, formando ecos e reconstruções das percepções das nossas experiências do presente, memórias do passado e antecipações de situações e emoções do futuro.   Quando falamos em imagética, geralmente pensamos em visualização. A imagética usa certamente a componente visual, mas a sensibilidade auditiva, visual, olfactiva, gustativa e cinestésica é poderosa, e surge em todos nós em diferentes graus e intensidades. Quem não se lembra de ter ouvido uma música e ser automaticamente transportado/a para uma situação no passado em que essa música teve um significado especial? Entramos num estado alterado de consciência, e saímos do momento presente, vivenciando e sentindo a experiência do passado como se ela estivesse a acontecer agora! Isto é um estado de hipnose! É o pensamento na sua qualidade sensorial pura. Imagética e Cura: Criar novas im...

O País das Histórias Perdidas “ – Para onde foi a fantasia?

“O País das Histórias Perdidas “ – Para onde foi a fantasia? “Era uma vez um menino chamado Leonel, que procurava entre os seus sonhos, um que o levasse, num instante, até ao futuro (…). Precisava sentir o futuro, e de saber que ventos esquisitos estragam a magia das crianças e parecem transformá-la num duende que atormenta tantas pessoas quando crescem. Depois de chegar ao futuro, Leonel abriu muitos os olhos assutado. Era grande o seu espanto. O futuro tinha-se transformado, para muitas pessoas crescidas, um país de histórias perdidas…Porque é que chegado ao futuro, a fantasia das crianças parece transformar-se numa folha mais ou menos branca, sem histórias por quem se enamorem? “ (Eduardo Sá em “Tudo o que o amor não é”). Será que ao crescermos nos esquecemos de sonhar? Ou será que não nos esquecemos, mas a vida nos verga e molda desfigurando irreconhecivelmente os nossos desejos e fantasias? Será que crescemos e nos transfomamos num “país de histórias perdidas”? Nos ...

Felicidade Sintética! Poderá o nosso cérebro “manufacturar” felicidade?

Felicidade Sintética! Poderá o nosso cérebro “manufacturar” felicidade? O conceito de felicidade surge inúmeras vezes em terapia. Grande parte dos meus clientes/pacientes, quando lhes pergunto os objetivos que gostariam de alcançar em terapia, dizem-me que o que mais queriam era “serem felizes”. Mas o que é na realidade a felicidade? E será que para nos sentirmos felizes temos mesmo de obter o que ambicionamos e queremos na vida? Segundo o investigador e psicólogo da Harvard, Dan Gilbert, a felicidade pode ser “manufacturada” no nosso cérebro - felicidade sintética – e ser tão verdadeira e real como a felicidade natural - aquela que estamos habituados a sentir quando vivenciamos momentos de felicidade. O investigador argumenta que existe em nós um sistema que nos permite ser igualmente felizes em situações adversas, diretamente relacionado a um sistema inconsciente – O Sistema Imunitário Psicológico. Este parece ter como função principal proteger e defender a nossa saúde...

Perdão vs Compaixão....

Perdão vs Compaixão Se queres que os outros sejam felizes, pratica a compaixão. Se queres ser feliz, pratica a compaixão."( Dalai Lama) Sem me aventurar pelo terreno movediço e polémico da religião, gostaria de sugerir uma pequena reflexão sobre os conceitos de perdão e compaixão. Há uns largos meses atrás deparei-me com um programa na televisão acerca do efeito terapêutico do acto de perdoar. Confesso que fiquei admirada ao perceber que as pessoas conseguiam nobremente perdoar as piores situações possíveis, e posteriormente emanar uma aura de calma e paz invejável. Veio-me à memória uma paciente que tinha sido vítima de abuso sexual durante o período da infância e adolescência, e tinha conseguido com uma resiliência incrível, “colocar de lado” o trauma e construir uma carreira profissional sólida, um casamento harmonioso e tido 3 filhos. Ninguém sabia do que se tinha passado na infância, uma vez que ela tinha conseguido sair da aldeia onde tinha sido criada, cortar relaçõ...