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A mostrar mensagens com a etiqueta Poesia

7.Do Não e Do Sim

Quero-te aqui Vem cá! Quero o teu sabor Vem cá! Quero o teu calor Vem cá! Quero o teu ardor Vem cá! Quero o teu fervor Vem cá, Já! Por favor! Cala-me este corpo que range dorido à procura de abrigo Meu amor! Tira-me deste sufoco Mata-me esta paixão e enterra-a bem fundo -              - na terra - dentro de um caixão Para que serve um corpo sem alma? Sem poder desflorar na eternidade da calma? Sem ti... As ideias sôfregas e desarticuladas correm e tropeçam como bonecas  desmembradas Com cabeças, braços e pernas arrancadas - - Destruidas Espalhadas pelos cantos do meu quarto - - Todas partidas Como fragmentos que eu já não uso - e descarto Quero-te é a ti! Quero-te todo - - Uno Não me fales do não e do sim Meus desejos são primais – - essenciais Não percas tempo... Não quero esperar mais Enrosca-te em mim Assim! Para não te perder jamais Quero a t...

8. Entre Momentos

8- ENTRE MOMENTOS No momento entre os momentos- O corpo quer desistir e o coração parar. O som do rastejar da caneta no papel insiste em relembrar, que ainda existem palavras que aguardam serem escritas. O calor do corpo da minha cadela insiste em aninhar-se e exigir o meu. A respiração serena do meu filho no outro lado da parede funde-se à minha. As acrobacias da vida contorcem-se, insistem, e exigem que ainda há vida para viver - No momento entre os momentos. Suz Sherwood Março, 2017 ©2017 Susanne Marie Ramos França

13-Bruxedos Burlescos

Corações Trancados em Solidão- Nas teias de Palavras que envenenam as veias e artérias que fluem pelos corpos entorpecidos como mortos vivos sem garra nem força - -Adormecidos... Corações Trancados em Solidão- Nas lágrimas que brotam e escorrem pelas peles  ressequidas dos rostos com expressões grotescas Como marcaras de harlequim Que escondem o sofrimento das vidas que padecem Para sempre- -Sem fim... Corações Trancados em Solidão- Nos sorrisos tímidos e ansiosos que escondem tudo na tentativa de mostrarem nada Dissimulados pelo medo de desvendarem os segredos das almas exorcizadas Que deambulam Perdidas- -Abandonadas... Corações Trancados em Solidão- Na tristeza que se espalha pelos ossos triturados como esqueletos esculpidos em pó de arroz- -Esbranquiçados Em formas de membros desconexados- -Desalinhados Em montes de poeira Por entre as tampas dos esgotos- -Espalhados... Corações Trancados em Solidão- Nas Emoções solidificadas- -Escondidas ...

9-Reencontro Divino

REENCONTRO DIVINO No aroma doce da tua presença reencontro a amizade que ficou. Na angustia da saudade que procura a vida que findou. Aonde foste meu companheiro de viagens e travessuras. Partiste deixando-me aqui com sede de mais mil aventuras. Numa vida cortada a meio nesse futuro que te sorria. Nas memorias que anseio jamais  pensei que te perderia. Encontraste o meu passo fugido e amedrontado pela vida. Entregaste de ti um pedaço prezado até à minha partida. Até à vista do outro lado ampara o percurso desta amiga. No teu partir desenfreado digo-te adeus comovida. Ao João Pedro Suz Sobreda 21 Julho, 2011 ©2011 Susanne Marie Ramos França

12-Hino à Morte

Viver a vida com ardor o pesadelo de todo o cinico. Morrer uma morte sem dor o sonho de todo o lírico. Fujo, corro, a vaguear trôpega como o fio num tear. Que vai e vem, vem e vai ai, como esta vida já começa a fartar! Que irónica o fim da morte. Que lacónica a morte do fim. Ai que bom e que sorte... poder viver esta vida sem mim. Sarcástica e brincalhona vens sem aviso nem piedade. Como uma prima-dona a gozar com esta maldita ansiedade. Não te chega o medo que venhas, para apagares esse sorriso pretensioso? Sim, tens poder e é bom que o tenhas. Quem sabe assim, a vida passe a ser um bem precioso. Suz Sherwood Janeiro, 2017 ©2017 Susanne Marie Ramos França

10-Dormência

Dormência  No sentir de não sentir o que sentir devia. No desassossego de sentir esta eterna apatia. Não há lugar nem pessoa que satisfaça esta lacuna. Não há carne nem alma que aguente sentir coisa alguma. Esta melancolia sem fim de ter esquecido de sentir. Neste vazio em mim num desespero de querer partir. Escuto teias de palavras na impaciência do sofrimento. Na inquietude aguardo a esperança do sentimento. Outrora na memoria da emoção que o corpo já conheceu. Jaz agora a indiferença da paixão que esqueceu. Suz Intercidades, Porto- Lisboa 9 Julho, 2010 ©2010 Susanne Marie Ramos França