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11-Palavras!



Nas tuas palavras amargas de acusação
a garganta aperta-se num sufoco
- Escondo-me
na muralha que protege este coração
cercado no seu ritmo louco

Apodreço nesta forma de ser
a vida já transpira de cansaço
Vivo nesta forma de morrer
à procura do conforto de um regaço

No ardor das lagrimas que já não saem
fico na silencio amargurada
Na violência das palavras que caem
soltas a tua raiva desenfreada.

Nesta angustia sem fim
cerro os olhos na esperança de esquecer
A minha existência que para esta vida vim
e a qual anseio perder

Suz
Intercidades, Porto-Lisboa
Setembro, 2010

©2010 Susanne Marie Ramos França

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