a garganta aperta-se num sufoco
- Escondo-me
na muralha que protege este coração
cercado no seu ritmo louco
Apodreço nesta forma de ser
a vida já transpira de cansaço
Vivo nesta forma de morrer
à procura do conforto de um regaço
No ardor das lagrimas que já não saem
fico na silencio amargurada
Na violência das palavras que caem
soltas a tua raiva desenfreada.
Nesta angustia sem fim
cerro os olhos na esperança de esquecer
A minha existência que para esta vida vim
e a qual anseio perder
Suz
Intercidades, Porto-Lisboa
Setembro, 2010
©2010 Susanne Marie Ramos França
