Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2013

Arte de Viver

Será Que Perdemos a Arte de Viver e Observar?  Quando andei freneticamente a pesquisar jardins-de-infância para o meu filho, foi um stress.  É uma decisão difícil escolher o local e as pessoas em quem se vai confiar um filho. Andei de infantário em infantário, até que lá nos decidimos (eu e o pai) a muito custo. Decisão tomada, chegou o dia em que a criança foi conhecer, e claro, aprovar a decisão dos pais.  Mal nos aproximámos do portão, ele arregalou os olhos, e soltou um berro estridente: “mãe olha….há galinhas!!!”. Não é que no quintal solarengo geminado ao infantário existiam flores, couves, limoeiros, ameixoeiras e galinhas robustas a vaguear livremente com os seus pintos. Fiquei boquiaberta e estupefacta com o facto de ter vindo aqui diversas vezes e não ter reparado neste quintal. Como é possível não reparar num quintal enorme cheio de galinhas num meio urbano? O filho ficou instantaneamente apaixonado pelo infantário e apregoou o...

Maternidade tardia

Maternidade Tardia: As Vantagens! Lembro-me no ano seguinte ao nascimento do meu filho, uma amiga exactamente da minha idade, ter sido avó! Conclusão: ou eu fui mãe muito tarde; ou ela foi avó muito cedo! As desvantagens e os riscos de deixar uma gravidez para uma idade mais avançada são sobejamente conhecidas, mas quais serão as vantagens? A maior vantagem de esperar para ter filhos, deve ser exactamente isso; ter tido tempo de crescer, amadurecer e viver a vida plenamente antes de ter filhos. Psicólogos afirmam que mães mais velhas têm mais serenidade, paciência e sabedoria no processo de educação dos filhos. Outra vantagem pode ser a estabilidade financeira que algumas pessoas mais velhas podem já auferir, em parte devido à menor necessidade de trabalhar longas horas, típico do início de construção de uma carreira profissional. Mas, como tudo na vida, podemos ler e pesquisar estudos que comprovam isto e aquilo, e no caso da maternidade parece que os estud...

Como dar sentido à Morte de uma avó

Como dar Sentido à Morte de Uma Avó! A vida é tão irónica. Presenteou uma amiga minha com o nascimento do seu segundo filho, na mesma semana que faleceu a sua avó. Como lidar simultaneamente com o luto da avó e o nascimento de um filho? Esta avó, como tantas, foi uma mãe, uma amiga, uma companheira e uma confidente. Era daquelas avós que cuidam dos netos com uma ternura e amor infindável, que têm um sorriso eterno e uma enorme dose de bom senso. Quem tem ou teve uma avó assim, lembra-se bem como ela nos defendia sempre perante os nossos pais, quando nos dava um dinheirinho extra sem termos que pedir, como tinha sempre uma sopinha e um bolinho quentinho pronto à nossa espera, como cuidava de nós quando adoecíamos e sabia contar histórias com a expressividade e mistério que só uma avó sabe transmitir. Voltando à minha amiga; como lidamos com o fim do prazer de termos a nossa avó perto? Com o fim de uma geração? É como se ela tivesse levado com ela uma parte da infância, da ado...

Envelhecimento

Era uma vez…uma sociedade que cuidava dos seus idosos! Depressão e Envelhecimento! Era uma vez uma sociedade em que os idosos eram tratados com o devido respeito e atenção, e tinham um papel importante no aconselhamento de assuntos relativos à família e à sociedade no geral. A sabedoria era valorizada e prezada como algo fundamental ao funcionamento da sociedade. A família era o porto seguro dos idosos e os mais jovens sentiam admiração e agradecimento pelos sacrifícios e trabalho de uma vida inteira efectuada por estes idosos. Os aniversários dos idosos eram festejados com alegria e solenidade e podia-se perguntar a uma mulher idosa a sua idade, porque ela responderia com orgulho… Um conto de fadas? Não, felizmente não é! É inspirado na tradição e cultura Japonesa, que tem inclusivamente um dia no ano dedicado aos idosos: O Dia do Respeito ao Idoso; que desde 1966 é decretado feriado nacional. Sim, eu sei... todas as culturas têm qualidades e defeitos. Mas será que nós no ...

Urbanismo

Relação entre Urbanismo e Depressão! Será que o betão nos deprime? Como é que uma pessoa sensível consegue caminhar, conduzir ou simplesmente viver em ambientes urbanísticos agressivos que nos ferem os sentidos diariamente?  É urgente est udar a relação entre o urbanismo e a saúde mental. A epidemia do século XXI é uma epidemia silenciosa: Depressão! A Organização Mundial de Saúde (OMS), estima que, uma em cada quatro pessoas em todo o globo sofre, sofreu ou vai sofrer de depressão. Pior: até 2030, poderá tornar-se na doença que mais pessoas afecta, superando o cancro e as doenças cardíacas. Em Portugal, um em cada cinco utentes que recorrem aos cuidados de saúde primários é-lhe diagnosticada a doença no momento da consulta. E o papel do urbanismo na depressão? Por estranho que pareça, em Portugal existe um único estudo conhecido acerca da relação entre o urbanismo e a depressão, efectuado por Vanda Carreira (2009). O estudo incidiu sobre sete freguesias da cidade do Barre...

Sonhar é viver

Um brinde para todos! Vamos imaginar e sonhar.... Abraço, Susanne